segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

As pinhas do Pau Natal

Deverão ter-lhe caído enquanto (des)penetrava n`alguma chaminé.
Murchas e já algo escanzeladas, quase tropecei n`elas à porta do prédio.
Se alguém o vir que lhe diga que as pinhas - ainda com o pau agarrado - estão comigo....


sábado, 1 de janeiro de 2011

Parábola das tristes décadas

Uma voz que brilha no breu da actual noite política naciona. Um farol de navegação que - sendo tomado em conta  - pode guiar-nos a bom porto.

Porque o leio, porque o respeito e porque o acho digno...

... um Feliz Ano Novo para Baptista Bastos, a quem felicito pelo artigo abaixo.

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Há trinta e cinco anos que vocês nos manipulam, nos dominam, nos mentem, nos omitem, nos desprezam.

Há trinta e cinco anos que vocês nos manipulam, nos dominam, nos mentem, nos omitem, nos desprezam.

Há trinta e cinco anos que nos roubam, não só os bens imediatos de que carecemos, como a esperança que alimenta as almas e favorece os sonhos.

Há trinta e cinco anos que cometem o pior dos pecados, aquele que consiste na imolação da nossa vida em favor da vossa gordura.

Há trinta e cinco anos que traem a Deus e aos homens, sem que a vossa boca se encha da lama da mentira.

Há trinta e cinco anos que criam legiões e legiões de desempregados, de desesperados, de açoitados pelo azorrague da vossa indignidade.

Há trinta e cinco anos que tripudiam sobre o que de mais sagrado existe em nós.

Há trinta e cinco anos que embalam as dores de duas gerações de jovens, e atiram-nos para as drogas, para o álcool, para uma existência sem rumo, sem direcção e sem sentido.

Há trinta e cinco anos que caminham, altaneiros e desprezíveis, pelo lado oposto ao das coisas justas.

Há trinta e cinco anos que são desonrados, torpes, vergonhosos e impróprios.

Há trinta e cinco anos que, nas vossas luras e covis, se acoitam os mais indecentes dos canalhas.

Há trinta e cinco anos que se alternam no mando, e o mando é a distribuição de benesses, prebendas, privilégios entre vocês.

Há trinta e cinco anos que fazem subir as escarpas da miséria e da fome milhões de pessoas que em vocês melancolicamente continuam a acreditar.

Há trinta e cinco anos que se protegem uns aos outros, que se não incriminam, que se resguardam, que se enriquecem, que não permitem que uns e outros sejam presos por crimes inomináveis.

Há trinta e cinco anos que vocês são sempre os mesmos, embora com rostos diferentes.

Há trinta e cinco anos que os mesmos jornais, sendo outros, e os mesmos jornalistas de outra configuração, sendo a mesma, disfarçam as vossas infâmias, ocultam as vossas ignomínias, dissimulam a dimensão imensa dos vossos crimes.

Há trinta e cinco anos sem vergonha, sem pudor, sem escrúpulo e sem remorso.

Há trinta e cinco anos que não estão dispostos a defender coisa alguma que concilie o respeito mútuo com a dimensão colectiva.

Há trinta e cinco anos que praticam o desacato moral contra a grandeza da justiça e a elevação do humano.

Há trinta e cinco anos que, com minúcia e zelo, construíram um país só para vocês.

Há trinta e cinco anos que moldaram a exclusão social, que esculpiram as várias faces da miséria e, agora, sem recato e sem pejo, um de vocês faz o discurso da indignação.

Há trinta e cinco anos começaram a edificar o medo, e o medo está em todo o lado: nas oficinas, nos escritórios, nos entreolhares, nas frases murmuradas, na cidade, na rua. O medo está vigilante. E está aqui mesmo, ao nosso lado.

Há trinta e cinco anos encenaram e negociaram, conforme a situação, o modo de criar novas submissões e impor o registo das variantes que vos interessavam.

Há trinta e cinco anos engendraram, sobre as nossas esperanças confusas, uma outra história natural da pulhice.

Há trinta e cinco anos que traíram os testamentos legados, que traíram os vossos mortos, que traíram os vossos mártires.

Há trinta e cinco anos que asfixiam o pensamento construtivo; que liquidaram as referências norteadoras; que escarneceram da nossa pessoal identidade; que a vossa ascensão não corresponde ao vosso mérito; que ignoram a conciliação entre semelhança e diferença; que condenam a norma imperativa do equilíbrio social.

Riam-se, riam-se. Vocês são uma gente que não presta para nada; que não vale nada.

Malditos sejam!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pérolas a porcos...

... - sem qualquer intenção de ofensa para os últimos - é o que é oferecido a determinados indivíduos que melhor se enquadrariam num qualquer desmazelado curro ou pocilga, dado não saberem usar as comodidades que lhes são colocadas aos dispôr.

É recorrente - nas minhas "bicicletadas" - dar com uma ou mais paragens de autocarros vandalizadas. É revoltante e pena é que não haja legislação que os encarcere e obrigue ao pagamento dos estragos, neste país onde a ascensão social se faz mais rapidamente se for p`lo lado da banditagem, a começar p`los partidos políticos.

Música do Mali...


 


...muito agradável, de Amadou & Mariam, um casal invisual. A única forma de se conhecer a música que não é comercializada onde vivemos é acedendo a sites onde a mesma é mostrada.

Natal em Almada...



...era - ainda não há muitos anos - triste e pouco iluminado.
Aos poucos foi ganhando cores, as cores da iluminação natalina, moderna.
As duas fotos acima são  exemplo d`isso mesmo, embora de uma árvore que não esteve este ano presente, vista por dentro, que lhe dá um ar meio galáctico.

Ildo Lobo...

... foi nome, nome Grande, que fez parte das comemorações do 25 de Abril realizadas p`la Câmara Municipal de Almada, aqui há uns anos. A CMA acertou em cheio ao contratá-lo para um espectáculo e dessa forma tive a possibilidade de concretizar o sonho de ver interpretadas as mornas, os funanás e coladeras de Cabo Verde.

Esta voz poderosa, melódica e arrepiante calou-se pouco tempo depois, no auge das suas capacidades e dessa forma a lusofonia empobreceu com a morte de um dos mais singulares nomes da sua música. O inevitável sentimento de perda, a perda que nos congela o coração, mostrou-se na sua plenitude.

Uma volta p`lo Youtube ofereceu-me este magnífico "Terra bô sabê", que aqui exponho em memória de Ildo. Que esteja em Paz e que Cabo Verde nos presenteie com discípulos do Ildo tão excelentes quanto ele, o que é uma tarefa dificílima, diga-se.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A D. República


Esta senhora é a D. República, dona de um par de belos e fartos úberes.
Neles se têm pendurado uma republicana seita de mamões, de"leitando"-se
à tripa forra. Pena que para símbolo desta "piolheira" não houvesse sido escolhido
"o das Caldas", tendo em conta o recente  e triste histórico sexual dos "mamões"...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O poste de iluminação


Faça-se justiça. O poste foi replantado num local mais lógico, como  se pode atestar pelas fotos. O motivo que me levou a abrir este blog deixou de existir, não significando isso que não haja mais reclamação a fazer.
Parabéns, CMA.
Só uma perguntinha: Porque foi deixado um retalho de paredão por pintar?
Ou será um "je ne sais quoi" artístico?
Se faltou tinta eu não me importo de organizar uma "vaquinha" para que se compre um balde dela...

Cromos para a troca.

Este cromo é oferecido. Indigno da minha caderneta.
Não sei se - mesmo oferecendo-o - alguém o quererá.
Desgraçadamente enquanto houver palha há burros para a comer.
Este carcamano é um anedota ridículo, principalmente quando
fala(?) espanhol ou pateia as alvas e depeladas canetas nos
ridículos crosses de pavão por esse mundo que ainda lhe atura os golpes.
Vade retro, Socratanás!!!!!


Um artista pertencente à mesma seita do "Pilantócratres".
Cantas bem mas não me Alegras.
Vai trabalhar.
Ofereço o cromo. Não o quero na minha caderneta.

Uma peça de um dominó talhada para tombar.
Um cromo repetido e fora-de-prazo. Ofereço.
Muito melhor que os anteriores mas mais que trocável.
Significado de anacronia.

Este foi dos primeiros a deixar escavacar o País.
Mais eficaz a moer bolo-rei que a falar. Perdigota nas duas situações.
Cromo a negociar. Ainda tem quem o "compre".


Não sei que faz aqui. Alguém sabe?
Troco por um capachinho...para ele.

Fim dos cromos.
Não são Nobres.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quadra natalícia



Nesta quadra de permuta
lembra-se parte do povo
deixar de ser filho-da-puta
até ao dia de Ano-Novo

deste modo se o ano fecha
reiniciando a filha-da-putice
até que nova quadra lamecha
nos relance a todos na beatice

que pensará Jesus infante
desta triste peça teatral
brilhando o ladrão e farsante
no lugar de sua data Natal?

Mack Undza Tchova-Tchova





terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Uma obra prima...


...é este disco, Diário Mali, do pianista clássico Ludovico Einaudi e do maliano mestre da kora Balaké Sissoko.


O diálogo entre o piano e a kora remete-nos para obras de ambiências clássicas, de blues e, coisa estranha, até o fado quase de deixa notar.


Comprem, porque imprescindível.

O "cueca-borrada" de fatiota


A Câmara Municipal de Almada fez uma obra que muito aprecio: uma ciclovia que se estende desde a Trafaria até se perder já dentro da Costa da Caparica. Durante o ano, aos sábados e domingos, percorro-a na sua quase totalidade. Colocando de parte a crítica a certas partes do trajecto considero que é um equipamento que só peca por curto. É que eu parto de Almada velha, e de Almada até à Trafaria apenas existem uns retalhos de ciclovia no Monte de Caparica. Custa-me perceber porque não a fizeram paralelamente à Via Rápida. Levaria - tenho a certeza - a que muitas mais pessoas pegassem na bicla e fizessem um pouco de exercício físico saudável. Mas não é a ciclovia que me preocupa e que é responsável, na totalidade, por aquilo que aqui escrevo. É apenas um veículo para falar de falhas graves que uma cidade em modernização constante - Almada - tem.
Para além de uma ciclovia que se tem degradado e visto ocupada por carros e barcos na Trafaria, como se pode ver no "slideshow" acima, tem a acrescer o facto de a modernidade de Almada passar por não possuir uns balneários públicos onde os seus munícipes desvalidos possam tratar da higiene pessoal, ou seja, tomar um duche, servirem-se dos sanitários , por terem passado a ter - por via da miséria que se vai quotidianamente instalando - a rua como casa, perdidas para os bancos. Pois é, Almada até já teve balneários públicos, no tempo do Salazar. Mas há mais:
Almada sempre foi uma cidade de "esquerda", pretensamente com preocupações sociais. Mas Almada, ou melhor, a CMA não tem equipamentos onde possa acolher em emergência quem fica p`las ruas da amargura pelas razões que mencionei antes.
Passo p`lo quartel da Trafaria e questiono-me por que não é ele usado para valer a quem não tem tecto. Ele tem camaratas, beliches, casas-de-banho e refeitório. Sei que pertence ao Ministério da Defesa. Ok, então negoceie-se com o Ministério, e deixemos de ter gente a vaguear com sacos plásticos com parcos haveres pela madrugada fora. Eu passo por essa gente sem destino, todos os sábados e domingos de madrugada. E, adiantando, passo por um parque de campismo já na Costa e dou com umas casinhas engraçadas lá dentro, pequeninas e acolhedoras. Pergunto-me que razão haverá que impossibilite a construção de um pequeno "bairro" camarário onde se pudesse alojar o "sem-abrigo" acidental, aquele que nunca foi um sem-abrigo e que tem mulher e filhos, ou não. Uma casinha destas já os abrigaria, ao dia, sem direitos sobre ela, só até reencarreirar a vida. É impossível? Não é.
Almada nunca será uma cidade moderna enquanto parte da sua população viver nas "cavernas". Não são o Metro, a ciclovia e as estátuas-ferrugem que dão um ar saudável e próspero a Almada. Esse "ar" só será conquistado quando os munícipes almadenses tiverem um mínimo de vida digna, e não têm, ainda. Muito longe disso.

sábado, 17 de abril de 2010

Fornitura urbanística excêntrica.


Na Costa da Caparica temos outra singularidade urbanística de se lhe tirar o chapéu, quiçá obra do arquitecto - ou arquitectos- forjado(s) na mesma faculdade do do parque de estacionamento anteriormente referido.
Repare-se na localização das "verduras" e das "electricidades". Fenomenal, não é?
Os nossos cérebros - muitas vezes dotados de alguma malvadez - levam-nos logo a fazer associações.
De repente veio-me à cabeça a Universidade Independente, aparelhos de fax ligados ao domingo e também a fenomenologia corruptiva.
Juro, foi apenas uma série de ligações instintivas...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Iluminada...mas muito mal.

Pois é. Confirma-se. O poste não está ali por equívoco algum. Está no lugar para que foi projectado estar. Ok, mas então a entrada para o famigerado parque foi colocada no sítio indevido...não é? Mas há mais! A saída do parque coloca os veículos em contra-mão, já que a rua é de sentido único.


Antigamente, no tempo da outra "senhora", era abrigatória a tabuada nas escolas primárias. Existe por aí umas discussões muito estúpidas sobre esse "não-problema" mas uma coisa é certa: a tabuada sabida de cor e salteada artilha os cérebros de uma elasticidade e noção espacial que, presumo, evita muita desta trapalhada imbecil que aqui vemos na foto.


Este assunto não merece mais artigo nenhum. O(s) projectista(s) deveriam ser reciclado(s) a bem da nação. Urge baixar o preço das salsichas...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Almada, nua...


... vai ser o objecto deste blog, montra do melhor e do pior que eu vá presenciando, sempre na tentativa de que se apoie o bom e corrija o errado.

Ao trabalho

Iluminada...



...cabecinha - ou cabecinhas - que povoam este recôndito espaço pretensamente europeu, Portugal.
Almada recebeu de presente nestes últimos dois anos a reforma em meia dúzia de escolas básicas, aquelas a que há uns anos se designavam de "primárias". Numa delas -desconheço se nas outras também - construíram um parque de estacionamento, mesmo por baixo do campo de jogos. A entrada para o referido parque tem duas vias, entrada e saída. Como se poderá atestar na foto, a meio da via de acesso deixaram "plantado" um poste de iluminação. Inicialmente ainda cheguei a pensar que o tirariam, mais tarde, como sempre, bem "à portuguesa". Para isso me levava o pensamento ao vê-lo desligado da energia eléctrica. Mas não. Ligaram-no e ilumina agora, tal como os restantes, a ruidosa rua de Almada.





Já agora proponho que logo à frente coloquem uma luxuosa poltrona para o(s) arquitecto(s) de tão inolvidável "ópera", para que sejam banhados nas cabecinhas pela Luz que tanta falta lhe faz.